11 de mar de 2011

Caravana da Anistia do Ministério da Justiça

A temporada 2011 da Caravana da Anistia do Ministério da Justiça começará no próximo dia 18 de março. A primeira sessão será no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca), onde serão julgados quatro processos de ex-perseguidos políticos ligados à área da educação.

O evento abrirá o ciclo de atividades em comemoração aos três anos de criação das caravanas da Anistia e aos dez anos da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, criada em 2001. Durante a sessão serão julgados os processos da professora Maria Aparecida Antunes Horta, da jornalista Denise Maria de Moraes Santana Fon, da educadora Elza Ferreira Lobo e do engenheiro agrônomo Emílio Borsari Assirati.

Segundo o Ministério da Justiça, mais de mil requerimentos de anistia foram julgados durante as caravanas. Até dezembro do ano passado, foram feitas 47 edições das Caravanas da Anistia em todas as regiões do Brasil, reunindo um público estimado em mais de 15 mil pessoas.
Durante o evento, será apresentado o novo símbolo das caravanas em substituição à Bandeira das Liberdades Democráticas, que ficará em exibição no Memorial da Anistia Política do Brasil, assim que ele for inaugurado.

Além disso, também haverá o lançamento do projeto Marcas da Memória do Ministério da Justiça, com a abertura da exposição Sala Escura da Tortura, organizada pelo Instituto Frei Tito Alencar, do Ceará. A Sala Escura é um projeto crítico e de denúncia elaborado durante a década de 1970, composta por seis grandes painéis gráficos ilustrando práticas de tortura empregadas no Brasil durante a ditadura.

A exposição será instalada na Sala Visconde de São Leopoldo, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo (USP), e ficará aberta ao público nos dias 18 e 19 de maio. Esta será a primeira atividade do projeto Marcas da Memória, que seleciona iniciativas de entidades sociais de todo o Brasil voltados para a organização de eventos culturais que contribuam para o resgate da memória dos anos de repressão no país.

Por Daniella Jinkings

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